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Técnicas cirúrgicas

Técnica Restritiva

A técnica restritiva, de banda gástrica ajustável, consiste em um anel de silicone que é colocado no estômago, com a finalidade de reduzir sua capacidade volumétrica, sem a necessidade de cortá-lo. A banda é ajustada externamente através de um dispositivo valvular que fica implantado embaixo da pele. É importante ressaltar que a cirurgia pode não atingir o emagrecimento desejado e o resultado ficar comprometido, caso os pacientes consigam atingir grande consumo de alimentos hipercalóricos (doces), ocasionando, assim, a reaquisição do peso.

Técnica Disabsortiva

Indicada principalmente para pacientes super-obesos, ou seja, com IMC acima de 50, a cirurgia de Scopinaro é uma técnica que reduz o estômago normal a aproximadamente 200 ml, com ressecção (retirada) da parte gástrica restante e desvio longo do intestino, o que causa uma disabsorção muito acentuada, além da restrição volumétrica. A técnica possibilita a redução de 40% do peso total do paciente, no entanto, pode causar distúrbios fisiológicos siginificativos, como vários episódios de diarréia diários.

Técnica Mista (Técnica de Fobi-Capella)

Essa técnica mista usa propriedades dos dois procedimentos anteriores, restrição e disabsorção (desvio curto do intestino). Grampeadores são utilizados para cortar e separar o estômago em duas partes. O estômago maior fica excluído e, consequentemente, fora do trânsito dos alimentos. O novo estômago terá a capacidade de 30 a 50 ml e é ligado a um segmento do intestino delgado. Com a capacidade volumétrica do estômago reduzida, limita-se também o volume de alimentos que será ingerido, através de um anel de silicone colocado em volta do “novo” estômago. Essa técnica cirúrgica é importante e se tornou a mais utilizada mundialmente em função dos excelentes resultados e por causar menos efeitos colaterais. E, por essa razão, é considerada “Padrão Ouro” para o procedimento cirúrgico bariátrico.

Técnica aplicada em pacientes diabéticos

Recentemente idealizada para pacientes com Diabetes Tipo 2, em que o histórico familiar se torna um dos fatores de maior risco, essa técnica realiza a diminuição do estômago em menor proporção se comparada às técnicas anteriores. Além disso, não existe a colocação do anel de silicone, mas é realizado o desvio do intestino e a interposição de intestino distal (íleo). Dessa forma, torna-se possível uma melhor produção dos hormônios intestinais (incretinas) e o conseqüente aumento da produção e liberação de insulina. A técnica foi desenvolvida para pacientes, não necessariamente obesos, mas com Diabetes Tipo 2, insulino-dependentes ou não, e com índice de massa corpórea abaixo de 35. É importante ressaltar que, em recente pesquisa, divulgada pelo Journal of the American Medical Association, ficou constatado que pessoas com esse tipo de diabetes, que se submeteram a esse procedimento cirúrgico logo no início do tratamento, mostraram-se cinco vezes mais propensos à remissão do diabetes do que aquelas que fizeram somente mudanças no modo de vida e alimentação.


Essas cirurgias devem ser feitas em um local seguro, que ofereça a estrutura e equipamentos necessários e os melhores profissionais.